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Campo Grande - MS - Quarta, 08 de Setembro de 2010   
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  MANOEL DE BARROS
  O Poeta | Perfil | Obras | Livros Premiados
 
 
O poeta Manoel de Barros, patrono da FMB
 
       Manoel de Barros nasceu no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá em 1916. Mudou-se para Corumbá, onde se fixou de tal forma que chegou a ser considerado corumbaense. Atualmente mora em Campo Grande. É advogado, fazendeiro e poeta. Escreveu seu primeiro poema aos 19 anos, mas sua revelação poética ocorreu aos 13 anos de idade quando ainda estudava no Colégio São José dos Irmãos Maristas, Rio de Janeiro. Autor de várias obras pelas quais recebeu prêmios como o “Prêmio Orlando Dantas” em 1960, conferido pela Academia Brasileira de Letras ao livro “Compêndio para Uso dos Pássaros”. Em 1969 recebeu o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal pela obra “Gramática Expositiva do Chão” e, em 1997 o livro “Sobre Nada” recebeu um prêmio de âmbito nacional.
 
Perfil
 
Cronologicamente pertence à geração de 45.
Poeta moderno no que se refere ao trato com a linguagem.
Avesso à repetição de formas e ao uso de expressões surradas, ao lugar comum e ao chavão.
Mutilador da realidade e pesquisador de expressões e significados verbais.
Temática regionalista indo além do valor documental para fixar-se no mundo mágico das coisas banais retiradas do cotidiano.
Inventa a natureza através de sua linguagem, transfigurando o mundo que o cerca.
Alma e coração abertos a dor universal.
Tematiza o Pantanal, universalizando-o.
A natureza é sua maior inspiração, o Pantanal é o de sua poesia.
 
Obras
Poemas concebidos sem pecado - 1937,
Face imóvel - 1942,
Poesias - 1956,
Compêndio para uso dos pássaros - 1960,
Gramática expositiva do chão - 1966,
Matéria de poesia - 1970,
Arranjos para assobio - 1980,
Livro de pré-coisas - 1985,
O guardador de águas - 1989,
Gramática expositiva do chão - poesia quase toda - 1990,
Concerto a céu aberto para solo de aves - 1993,
Livro de ignorãças - 1993,
Livro sobre nada -1996,
Ensaios fotográficos - 2000,
Exercícios de ser criança - 2000,
O fazedor de amanhecer - 2001,
Tratado geral das grandezas do ínfimo - 2001,
Para encontrar o azul eu uso pássaros - 2003,
Memórias Inventadas - Infância - 2003,
Cantigas por um passarinho à toa - 2003,
Encantador de palavras- Edição de portuguesa - 2000,
Les paroles sans limite - Edição francesa - 2003,
Todo lo que no invento es falso - Antologia na Espanha - 2003,
Águas - 2001,
Das Buch der Unwissenheiten - Edição da revista alemã Alkzent - 1996,
Poemas rupestres - 2004,
Memórias inventadas I - 2005,
Memórias inventadas II - 2006,


Livros Premiados
1. “Compêndio para uso dos pássaros”
Prêmio Orlando Dantas - Diário de notícias
08 de setembro de 1960 - Rio de Janeiro

2. “Gramática expositiva do chão”
Prêmio Nacional de poesias - 1966
Governo Costa e Silva - Brasília

3. “O guardador de águas”
Prêmio Jabuti de poesias - 1989 - São Paulo

4. “Livro sobre nada”
Prêmio Nestlé de Poesia - 1996

5. “Livro das Ignorãnças”
Prêmio Alfonso Guimarães da Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro - 1996

6. Conjunto de obras
Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura
05 de novembro de 1998

7. Secretaria de Cultura de Mato Grosso do Sul como melhor escritor do ano 1990
“Prêmio Jacaré de Prata”

8. Livro “Exercício de ser criança”
Prêmio Odilo Costa Filho - Fundação do Livro Infanto Juvenil - 2000

9. Livro “Exercício de ser criança” - 2000
Prêmio Academia Brasileira de Letras

10. Pen Clube do Brasil- data não anotada

11. “O fazedor de amanhecer (Salamandra) - livro de ficção do ano
Prêmio Jabuti- 2002

12. “Poemas Rupestres” - Prêmio APCA 2004 de melhor poesia- 29 de março de 2005

13. “Poemas Rupestres” - Prêmio Nestlé - 2006
 
     
     

       

 

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